Posted on maio 30, 2010 by Renata

Foto de uma das cenas do video.
Este video é muito relaxante e dá uma grande paz de espirito. Se Deus é capaz de transformar um céu tão poluído em cenas maravilhosas como estas, imagine o que Ele pode fazer por nós!
Veja quanta coisa acontece no céu sem sequer nos darmos conta: As mudanças de cores, as movimentações da nuvens, as correntes de ar etc.
Neste video vemos o quanto o universo trabalha para nosso conforto!
Clique aqui: Céu de São Paulo
Posted on maio 11, 2010 by Renata
Desde 1995, a acupuntura é reconhecida como especialidade médica no Brasil. Na Reprodução Humana, muitos são os estudos que têm demonstrado seu importante papel no desempenho dos ciclos ovulatórios e nas taxas de gestação.
A revista Fertility e Sterility, uma das mais renomadas na área de Infertilidade, publicou um estudo que comprovou um aumento dos índices de gravidez com o uso da acupuntura, em mulheres que se submeteram a FIV ( fertilização in vitro). O grupo de pacientes que usou acupuntura como tratamento adjuvante à FIV teve 42,5% de gestação, contra taxa de apenas 26,3% de gestação obtida no grupo que nào fez uso desta técnica, ressaltando-se que as amostras eram semelhantes entre si, em todas as variáveis que poderiam confundir este resultado ( idade, fator de Infertilidade, etc).
O que ocorre é que a acupuntura equilibra todo o organismo da paciente, e seu Sistema Reprodutor beneficia-se dessa melhora. Há outros benefícios igualmente importantes trazidos pela acupuntura: alívio das tensões, redução da ansiedade, melhora de estados depressivos, atenuação dos efeitos colaterais (inchaço, por exemplo) trazidos pelos hormônios, entre outros.
Enfim, são inúmeras as vantagens do uso da Acupuntura para que tenta engravidar. Mas vale lembrar: a eficácia do tratamento está diretamente ligada à experiência e ao conhecimento do profissional que a aplica. Portanto, converse com seu médico e solicite a ele uma boa indicação.
Um grande abraço a todos que me acompanham,
Renata
Posted on abril 19, 2010 by Renata
Experiências compartilhadas tornam mais suave nosso caminho. Qualquer pessoa que tenha passado por alguma perda gestacional sabe o que eu digo: “não se aborta, perde-se um filho”. É uma dor irreparável, mas há que se aprender a conviver com ela e seguir.
Separei essa dica preciosa para vocês: um livro que traz a compilação de vários relatos de mães e pais que experimentaram perdas gestacionais repetitivas.
São histórias lindas de superação, exemplos de força, fé, persistência. Vale cada centavo, na verdade é um livro impagável, tamanha riqueza de seu conteúdo. O nome desta jóia: Maternidade Interrompida – O drama da perda gestacional, de Maria Manuela Pontes, editora Ágora.
Maria Manuela é uma escritora portuguesa que viveu por duas vezes essa dramática situação, e fundou uma instituição não governamental em Portugal, a Artemis, que presta assistência psicológica e aconselhamento às mães e seus familiares. Achei a idéia bárbara, e fortemente recomendo seu livro!
Um abraço,
Renata
Posted on abril 7, 2010 by Renata
É muito comum que as pacientes que tentam engravidar criem expectativas e angústias

- barriga grávida com flor
a cerca da identificação da gravidez. Esse sentimento pode ser prejudicial, uma vez que nosso Sistema Límbico (responsável pelas emoções) está intimamente ligado a hormônios importantes que regulam o ciclo menstrual, e, por consequência, a ovulação e a gravidez.
Portanto, se você está tentando engravidar, relaxe. Não mistifique, não fantasie. AGUARDE! Este será o grande primeiro treino de paciência e fé que você, futura mamãe, terá que enfrentar. Muitos outros virão: esperar nove meses pela vinda do bebê, esperar doze horas de trabalho de parto, esperar 48horas para que o leite finalmente jorre de suas mamas, esperar passar a fase das cólicas, esperar o filho adolescente que nunca chega da balada…
Em linhas gerais, a partir do momento da nidação, fase que corresponde a implantação do embrião no útero, o corpo passa a produzir os hormônios da gravidez. Pouco a pouco, esses hormônios passam a determinar reações que serão inicialmente sentidas como um presságio de menstruação: as mamas ficam doloridas, há cólica e desconforto abdominal, alteração de humor, exatamente como uma T.P.M das bravas. Nesse período, ainda nem há atraso menstrual.
Alguns dias mais tarde, a paciente passa a sentir um desejo miccional mais frequente, como se a bexiga estivesse persistentemente cheia. Os sintomas de TPM avançam. Pouco a pouco, o olfato apura-se, o paladar rejeita determinados alimentos que antes eram um hábito…A mamãe é uma “bomba-relógio prestes a explodir em lágrimas”. Uma paciente minha conta que começou a chorar porque ganhou morango de um vendedor de frutas, e achou que aquele ato foi o supra-sumo da bondade humana. Nessa fase já deve haver atraso, mas se não houver, por favor, relaxe! É muita alteração hormonal que ocorre na fase lútea do ciclo menstrual, para que você ainda se sinta na obrigação de estar grávida.
Tenha fé! Você está fazendo sua parte, toma suas vitaminas, cuida da saúde, procurou ajuda médica. Então aguarde: “há um tempo certo para todas as coisas”. Esta citação biblica costumava ser meu bálsamo quando eu tentava engravidar.
Um grande abraço de urso, nesse momento você deve estar precisando!
Renata
“Tudo neste mundo tem seu tempo;
cada coisa tem sua ocasião.
Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir.”
Eclesiastes 3:1-2
Tags: atraso menstrual, choro fácil, ciclo menstrual, enjôo, inseminação, menstruação, T.P.M
Filed Under: Filhos, Geral, Informações sobre tratamento, Palavras de incentivo, Porque vale a pena ter um filho.
Posted on abril 4, 2010 by Renata
Em diversas culturas, a Páscoa representa a Fertilidade, Mudança e Renovação.
Desejo a todos os meus pacientes abudância de vida em todos os sentidos. Possa o exemplo do Milagre da Ressurreição de Cristo inspirar-nos a persistência e sobretudo a fé de que Nosso Pai está no controle de tudo!
Um abraço bem apertado,
Renata.
Ligação com fertilidade explica uso de ovos e coelhos como símbolos da Páscoa
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo
A ligação entre ovos, coelhos e a festa da Páscoa se perde na noite dos tempos, mas tudo indica que foi traçada originalmente por causa de rituais de fertilidade pagãos. Quase todos os povos do hemisfério Norte costumavam celebrar a chegada da primavera, mais ou menos no período do ano em que surgiria a Páscoa judaica — acredita-se que os próprios israelitas, quando ainda eram um povo pagão, realizavam essas celebrações, que acabariam se transformando na Páscoa monoteísta.
Acontece que, em regiões temperadas, o começo da primavera é a época da procriação, seja para as aves, seja para mamíferos como o coelho. O grande número de ovos e/ou filhotes produzidos por esses animais passou a ser visto como símbolo da fertilidade que acompanhava essa fase do ano. Embora pareça maluca, a ligação entre coelhos ou lebres e os ovos era feita porque as tocas desses animais lembram, em alguns casos, os ninhos de aves, levando à idéia de que os coelhos também botariam ovos.
Com a chegada e o domínio do cristianismo em toda a Europa, essa simbologia passou a se cristalizar em torno da ressurreição de Cristo, comemorada pela Páscoa cristã. O ovo — duro e inteiramente fechado, como uma rocha, mas ocultando a vida dentro de si — passou a ser comparado com o sepulcro de pedra o qual, segundo a tradição cristã, teria abrigado o corpo de Jesus antes de sua ressurreição. Graças a essas associações, desenvolveu-se o costume de trocar como presente ovos de galinha finamente decorados durante as festividades de Páscoa. Algumas comunidades cristãs, como os ortodoxos gregos, tendiam a usar a cor vermelha em seus ovos, como forma de lembrar não só a ressurreição, mas também a morte de Cristo na cruz.
Posted on março 13, 2010 by Renata

Em comemoração ao aniversário de 1 ano da nossa Princesa Sophie, que será em 25/03/2010, meu marido veio com a idéia de oferecermos mudas de árvores de reflorestamento como convite. Achei genial! Imagine que maneira agradável, prática e elegante de repaginar o mundo. A cara do Edu! Colocando em prática essa idéia, descobri que algumas prefeituras doam gratuitamente as mudas, bastando para isso, entrarmos em contato com a Secretaria do Meio Ambiente, providenciando um memorando que justifique a finalidade.
Então fica a dica às futuras mamães e a todos que querem um planeta mais verde, oxigenado e saudável. Dêem mudas como souveniers.
Um grande abraço,
Renata
Posted on fevereiro 23, 2010 by Renata
Cumprindo a minha promessa, Doselene, hoje escrevo respondendo à sua dúvida. O que há de novo para as mulheres que tentam engravidar após os quarenta anos?
O adiamento da maternidade obrigou a Medicina Reprodutiva a buscar alternativas que driblassem o grande efeito negativo que a idade exerce sobre a função ovariana. Sem dúvida nenhuma, a fertilização in vitro, ou F.I.V, foi um “divisor de águas” nesse processo. Você dirá: mas o que há de novo nisso?De fato, Louise Brown já está em sua terceira década de vida, e mesmo assim engravidar aos 40 anos ainda é um desafio.
Ao longo dessas três décadas, pudemos aprimorar os esquemas de indução de ovulação. Novas drogas estimuladoras da função ovariana surgiram, mais modernas e eficazes, porém com efeito limitado quando se trata de baixa reserva ovariana, uma vez que há pouco substrato em que elas possam atuar. Então, observando-se que esquemas ultra-modernos de indução são tão ou menos eficazes que esquemas mais simples, a nova tendência é que, para mulheres após os quarenta anos, em que a baixa reserva ovariana seja estabelecida, sejamos prudentes em escolher induções mais baratas.
Ainda assim, a qualidade embrionária continua sendo um grande desafio. Sabemos que embriões vindos de óvulos (gametas femininos) de pacientes com mais de quarenta anos têm uma chance diminuída de se implantar ao útero materno. Para driblar essa dificuldade, muitas têm sido as tentativas. A mais comentada delas, sem dúvida, foi a de “rejuvenescimento” ovular, em que uma parte do citoplasma vindo de óvulos de uma paciente com menos de trinta anos era passada ao óvulo da paciente de quarenta. Como há D.N.A em algumas organelas citoplasmáticas, esses óvulos tornar-se-iam transgênicos, fato pelo qual o procedimento nunca foi aprovado para uso.
Uma técnica que tem se aprimorado muito é a de “congelamento” de óvulos e de tecido ovariano. Tem sido um processo longo e difícil estabelecer um protocolo que gere bons embriões advindos desse material criopreservado. No entanto, essa já é uma realidade, e nascimentos de bebês feitos a partir de gametas descongelados são noticiados a todo instante. Essa é uma excelente alternativa para quem acha que prevenir é melhor que remediar. Gametas mantêm a idade e a qualidade que tinham quando congelados, portanto geram embriões com maior poder de implantação.
Se prevenir já não é mais possível, então resta tentar, persistir, não desistir. O Assisted Hatching é uma técnica moderna que afina a parede do embrião, aumentando sua “adesividade” ao útero. Tem sido usada como forma de aumentar as taxas de gravidez nessa fase.
Também temos lançado mão de vários ciclos de indução, para transferência embrionária uterina única, pois, dessa maneira, podemos selecionar mais embriões de boa qualidade, o que melhora a probabilidade de implantação ao útero.
E, por fim, há a mais eficiente e igualmente mais temida ovulodoação. É uma pena que os casais sejam ainda tão resistentes a esta técnica, que utiliza gameta feminino jovem para a obtenção do embrião. É uma pena que se tenha ainda tanto preconceito no Brasil, uma vez que é indubitável que a maternidade transcende em muito possíveis questões genética.
Um grande abraço a todos. Persistam!
Renata.
Posted on fevereiro 19, 2010 by Renata
Olá a todos!
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer aos comentários carinhosos que tenho recebido. Saibam que é um grande prazer poder contribuir de alguma maneira para esclarecer as dúvidas de vocês, nessa jornada de tentar engravidar.
Hoje deixarei um link de uma reportagem recente que tem sido veiculada pelos meios de comunicação, que aborda um raro caso de uma paciente persistentíssima, que por dezoito vezes engravidou e, repetidamente, abortou por volta da sexta/sétima semana de gestação. Ela foi submetida a terapia imunológica, após ter um diagnóstico exato de seu problema para levar a gestação adiante. E, felizmente, servindo de exemplo de força de vontade, fé e confiança na Medicina, teve êxito. Sua filha nasceu saudável, trazendo esperanças a todos os casais que passam não apenas por problemas de abortamento de repetição, mas a todos aqueles que tentam e não conseguem engravidar. A Medicina Reprodutiva está cada vez mais avançada e não tem poupado pesquisas para se superar a cada dia.
Gostaria de enfatizar que a terapia imunológica para tratamento de abortamentos de repetição, bem como para falhas em fertilizações in vitro e outras técnicas da Medicina Reprodutiva, é amplamente estudada e empregada em nosso país. Ainda que os estudos sejam controversos, a prática tem mostrado muita eficiência em seu uso, e, acredito, será em poucos anos, um dos pilares dos tratamentos em Medicina Reprodutiva.
Segue o link: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1496628-5602,00.html
A todos o meu abraço e o meu desejo de que persistam até que o choro de seu bebê possa ser fortemente ecoado pela Maternidade.
Renata
Posted on janeiro 27, 2010 by Renata

Minhas pacientes são unânimes em dizer: “não importa como meu filho chegou até mim. Não importa se precisei tomar incontáveis injeções, ser submetida a exames dolorosos ou mesmo se tive que amargar dias de angústia esperando o resultado do exame de gravidez. Não importa se optei, ainda que com meu ego ferido, por utilizar material biológico geneticamente diferente do meu ou se tive que amargar as duras e burocráticas fases de um processo de adoção. Meu filho chegou, está aconchegado em meu seio, que foi preparado ao longo de toda uma vida para ampará-lo, para esse momento especial”.
Posted on janeiro 13, 2010 by Renata
Estou postando, hoje, trechos de um questionário que respondi para a tese de conclusão de curso de uma de minhas pacientes, que se forma em jornalismo pela Cásper Líbero nesse ano.
Como esse é um assunto polêmico e que sempre desperta curiosidade, resolvi postar para que vocês pudessem ter acesso a informações muito importantes sobre esse assunto.
Um grande abraço!
Renata
Segue a entrevista:
1. Você sugere ou já sugeriu para as suas pacientes a possibilidade de procurar uma barriga de aluguel? Em quais casos?
Sim, nos seguintes casos: malformação uterina, histerectomia, câncer uterino, distúrbios graves do endométrio, ou qqr situação em que a gravidez possa por em muito risco a vida da paciente, e mesmo assim haja o desejo de conceber um filho.
2. Caso elas se interessem, para onde você as encaminha?
No Brasil, o termo correto é “cessão temporária de útero”, e não pode ser vinculada a dinheiro ou nenhuma forma de remuneração. Também, só é permitido que ocorra entre mulheres parentes de até segundo grau. Havendo impossibilidade de parentesco, o CRM e um juiz devem ser consultados sobre a permissão para a utilização de um útero que não tenha vínculo familiar, com as devidas justificativas. Por isso, quando estou diante de um caso assim, não encaminho. Consigo resolver aqui mesmo na Clínica. Sendo necessário, ajudamos o casal a buscar assessoria jurídica.
3. Existem clínicas que fazem algum tipo de cadastro? Que fazem a intermediação entre casais inférteis e mulheres dispostas a alugar o útero?
Não que eu tenha conhecimento, pelos motivos expostos acima.
4. Você já acompanhou algum caso de barriga de aluguel?
Sim.
5. É muito comum no Brasil?
Não é comum, mas é mais comum do que o que se tem notícia. O que ocorre é que geralmente o casal faz questão de manter em sigilo essa prática. Muitas vezes, os próprios parentes não chegam a ter conhecimento.
6. Como fica a lei? No Brasil não é permitido o envolvimento de dinheiro nessa prática e nem de pessoas sem grau de parentesco, certo?
Certíssimo. Porém tudo que te passei já na resposta à pergunta número 2 está normatizado apenas no Conselho Regional de Medicina. O projeto de lei para regulamentar a “cessão temporária uterina” ainda transita perambulando, perambulando pelas Câmaras da vida…
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