Archive for the Informações sobre tratamento Category
Posted on maio 11, 2010 by Renata
Desde 1995, a acupuntura é reconhecida como especialidade médica no Brasil. Na Reprodução Humana, muitos são os estudos que têm demonstrado seu importante papel no desempenho dos ciclos ovulatórios e nas taxas de gestação.
A revista Fertility e Sterility, uma das mais renomadas na área de Infertilidade, publicou um estudo que comprovou um aumento dos índices de gravidez com o uso da acupuntura, em mulheres que se submeteram a FIV ( fertilização in vitro). O grupo de pacientes que usou acupuntura como tratamento adjuvante à FIV teve 42,5% de gestação, contra taxa de apenas 26,3% de gestação obtida no grupo que nào fez uso desta técnica, ressaltando-se que as amostras eram semelhantes entre si, em todas as variáveis que poderiam confundir este resultado ( idade, fator de Infertilidade, etc).
O que ocorre é que a acupuntura equilibra todo o organismo da paciente, e seu Sistema Reprodutor beneficia-se dessa melhora. Há outros benefícios igualmente importantes trazidos pela acupuntura: alívio das tensões, redução da ansiedade, melhora de estados depressivos, atenuação dos efeitos colaterais (inchaço, por exemplo) trazidos pelos hormônios, entre outros.
Enfim, são inúmeras as vantagens do uso da Acupuntura para que tenta engravidar. Mas vale lembrar: a eficácia do tratamento está diretamente ligada à experiência e ao conhecimento do profissional que a aplica. Portanto, converse com seu médico e solicite a ele uma boa indicação.
Um grande abraço a todos que me acompanham,
Renata
Posted on abril 7, 2010 by Renata
É muito comum que as pacientes que tentam engravidar criem expectativas e angústias

- barriga grávida com flor
a cerca da identificação da gravidez. Esse sentimento pode ser prejudicial, uma vez que nosso Sistema Límbico (responsável pelas emoções) está intimamente ligado a hormônios importantes que regulam o ciclo menstrual, e, por consequência, a ovulação e a gravidez.
Portanto, se você está tentando engravidar, relaxe. Não mistifique, não fantasie. AGUARDE! Este será o grande primeiro treino de paciência e fé que você, futura mamãe, terá que enfrentar. Muitos outros virão: esperar nove meses pela vinda do bebê, esperar doze horas de trabalho de parto, esperar 48horas para que o leite finalmente jorre de suas mamas, esperar passar a fase das cólicas, esperar o filho adolescente que nunca chega da balada…
Em linhas gerais, a partir do momento da nidação, fase que corresponde a implantação do embrião no útero, o corpo passa a produzir os hormônios da gravidez. Pouco a pouco, esses hormônios passam a determinar reações que serão inicialmente sentidas como um presságio de menstruação: as mamas ficam doloridas, há cólica e desconforto abdominal, alteração de humor, exatamente como uma T.P.M das bravas. Nesse período, ainda nem há atraso menstrual.
Alguns dias mais tarde, a paciente passa a sentir um desejo miccional mais frequente, como se a bexiga estivesse persistentemente cheia. Os sintomas de TPM avançam. Pouco a pouco, o olfato apura-se, o paladar rejeita determinados alimentos que antes eram um hábito…A mamãe é uma “bomba-relógio prestes a explodir em lágrimas”. Uma paciente minha conta que começou a chorar porque ganhou morango de um vendedor de frutas, e achou que aquele ato foi o supra-sumo da bondade humana. Nessa fase já deve haver atraso, mas se não houver, por favor, relaxe! É muita alteração hormonal que ocorre na fase lútea do ciclo menstrual, para que você ainda se sinta na obrigação de estar grávida.
Tenha fé! Você está fazendo sua parte, toma suas vitaminas, cuida da saúde, procurou ajuda médica. Então aguarde: “há um tempo certo para todas as coisas”. Esta citação biblica costumava ser meu bálsamo quando eu tentava engravidar.
Um grande abraço de urso, nesse momento você deve estar precisando!
Renata
“Tudo neste mundo tem seu tempo;
cada coisa tem sua ocasião.
Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir.”
Eclesiastes 3:1-2
Tags: atraso menstrual, choro fácil, ciclo menstrual, enjôo, inseminação, menstruação, T.P.M
Filed Under: Filhos, Geral, Informações sobre tratamento, Palavras de incentivo, Porque vale a pena ter um filho.
Posted on fevereiro 23, 2010 by Renata
Cumprindo a minha promessa, Doselene, hoje escrevo respondendo à sua dúvida. O que há de novo para as mulheres que tentam engravidar após os quarenta anos?
O adiamento da maternidade obrigou a Medicina Reprodutiva a buscar alternativas que driblassem o grande efeito negativo que a idade exerce sobre a função ovariana. Sem dúvida nenhuma, a fertilização in vitro, ou F.I.V, foi um “divisor de águas” nesse processo. Você dirá: mas o que há de novo nisso?De fato, Louise Brown já está em sua terceira década de vida, e mesmo assim engravidar aos 40 anos ainda é um desafio.
Ao longo dessas três décadas, pudemos aprimorar os esquemas de indução de ovulação. Novas drogas estimuladoras da função ovariana surgiram, mais modernas e eficazes, porém com efeito limitado quando se trata de baixa reserva ovariana, uma vez que há pouco substrato em que elas possam atuar. Então, observando-se que esquemas ultra-modernos de indução são tão ou menos eficazes que esquemas mais simples, a nova tendência é que, para mulheres após os quarenta anos, em que a baixa reserva ovariana seja estabelecida, sejamos prudentes em escolher induções mais baratas.
Ainda assim, a qualidade embrionária continua sendo um grande desafio. Sabemos que embriões vindos de óvulos (gametas femininos) de pacientes com mais de quarenta anos têm uma chance diminuída de se implantar ao útero materno. Para driblar essa dificuldade, muitas têm sido as tentativas. A mais comentada delas, sem dúvida, foi a de “rejuvenescimento” ovular, em que uma parte do citoplasma vindo de óvulos de uma paciente com menos de trinta anos era passada ao óvulo da paciente de quarenta. Como há D.N.A em algumas organelas citoplasmáticas, esses óvulos tornar-se-iam transgênicos, fato pelo qual o procedimento nunca foi aprovado para uso.
Uma técnica que tem se aprimorado muito é a de “congelamento” de óvulos e de tecido ovariano. Tem sido um processo longo e difícil estabelecer um protocolo que gere bons embriões advindos desse material criopreservado. No entanto, essa já é uma realidade, e nascimentos de bebês feitos a partir de gametas descongelados são noticiados a todo instante. Essa é uma excelente alternativa para quem acha que prevenir é melhor que remediar. Gametas mantêm a idade e a qualidade que tinham quando congelados, portanto geram embriões com maior poder de implantação.
Se prevenir já não é mais possível, então resta tentar, persistir, não desistir. O Assisted Hatching é uma técnica moderna que afina a parede do embrião, aumentando sua “adesividade” ao útero. Tem sido usada como forma de aumentar as taxas de gravidez nessa fase.
Também temos lançado mão de vários ciclos de indução, para transferência embrionária uterina única, pois, dessa maneira, podemos selecionar mais embriões de boa qualidade, o que melhora a probabilidade de implantação ao útero.
E, por fim, há a mais eficiente e igualmente mais temida ovulodoação. É uma pena que os casais sejam ainda tão resistentes a esta técnica, que utiliza gameta feminino jovem para a obtenção do embrião. É uma pena que se tenha ainda tanto preconceito no Brasil, uma vez que é indubitável que a maternidade transcende em muito possíveis questões genética.
Um grande abraço a todos. Persistam!
Renata.
Posted on dezembro 15, 2009 by Renata
Olá Renata, gostaria de saber sobre Inseminação Artificial.
Como ela é feita, o valor, onde eu poderia tentar fazer?
Quando ela é recomendada? Quais são as possibilidades de dar certo? (Gisele, orkut)
A Inseminação Artificial é um procedimento de média complexidade em que a paciente, em período ovulatório - geralmente num ciclo hiperestimulado com drogas indutoras da ovulação e monitorado por imagem ultrasonográfica – é submetida a uma introdução de líquido seminal colhido em laboratório, por masturbação, e processado em meios químicos específicos, através de um cateter bem fino. Este cateter ultrapassa o colo do útero para levar o conteúdo seminal para dentro da cavidade uterina, facilitando o encontro dos gametas na trompa de Falópio. Esse processamento seminal potencializa a mobilidade espermática, retirando agentes protéicos que poderiam estar causando a dificuldade da interação entre o binômio óvulo-espermatozóide. Quando ela é feita usando-se o sêmem do próprio marido para o preparo, é chamada de Inseminação Artificial Intra-Uterina Homóloga. Se, ao contrário, houver o desejo de reprodução independente, ou se for absolutamente impossível obter-se sêmem do marido, recorre-se então aos bancos de sêmem, e o procedimento passa a ser denominado de Inseminação Artificial Intra-Uterina Heteróloga. Quando bem indicada, a Inseminação Artificial oferece uma chance de sucesso de cerca de 24% por tentativa, acumulando até 80% em três tentativas subseqüentes. O preço médio deste tratamento é de R$ 3700,00 sendo possível seu parcelamento.
A Inseminação Artificial é indicada nos seguintes casos:
- alterações leves a moderadas do sêmen;
- distúrbios ovulatórios como Síndrome dos Ovários Policísticos, Hiperprolactinemia, etc;
- infertilidade sem causa aparente;
- alterações no muco cervical, entre outras.
É importante notar, Gisele, que, para que a Inseminacão Artificial seja possível, as trompas uterinas e o útero devem estar livres de qualquer patologia, uma vez que o encontro entre os gametas será feito na cavidade uterina, diferentemente do que ocorre com a Fertilização in vitro, em que essa interação é provocada em laboratório, e o embrião é transferido “pronto” ao ventre materno.
A Inseminação Artificial deve ser bem indicada e bem seguida por um especialista em Reprodução Humana.
Um grande abraço, Gisele. Espero ter sido clara. Sei da sua luta pelo que temos conversado, mas acho que antes de definir por esse método, há duas importantes investigações a se aprofundar: genética e imunológica. Acredito que a chave para o sucesso da sua gravidez deva estar num desses fatores, e a partir disso, um plano deveria ser traçado como opção de tratamento para você.
Renata
Posted on dezembro 1, 2009 by Renata
Fiz tratamento para Endometriose com Zoladex (6 ampolas) e usei o Cerazetti por 5 anos. Há 2 meses tento engravidar. Preciso fazer algum tratamento? Qual o tratamento indicado nesse caso? Vanessa Portilho.
Cara Vanessa, obrigada pelo contato.
Durante o período em que você usou o Zoladex e o Cerazetti, muito provavelmente manteve a Endometriose “adormecida”. Isso é muito importante, uma vez que, ao longo dos anos, a cada ciclo menstrual, se nenhum tratamento for feito, a Endometriose evolui com seqüelas cada vez mais sérias.
Nessa nova fase, você pretende engravidar, portanto deixou de usar as medicações que mantinham a “Bela” adormecida…A decisão de engravidar é muito importante para quem tem essa patologia, pois a gestação é o tratamento mais eficaz para ela. É, inclusive, o primeiro tratamento indicado, sempre que possível.
Se você precisa fazer algum tratamento para poder engravidar? Vejamos alguns fatores que poderão nortear sua decisão:
- Em primeiro lugar, precisamos saber qual o grau de comprometimento de suas trompas, ovários e útero pela Endometriose. Leve, moderado ou severo? Muitas vezes, as seqüelas não puderam ser desfeitas durante a cirurgia que determinou seu tratamento. Essa fase em que você manteve a “Bela” adormecida apenas impediu a progressão da doença.
- Também precisamos levar em conta que, a cada mês que você menstrua, a “Bela” se torna “Fera”. Ou seja, quanto antes você engravidar melhor!
- Qual a sua idade? Sabemos que, independente de ter ou não Endometriose, o fator “idade” é um importante determinante no processo de engravidar. Posso ter mais liberdade para tentar tratamentos menos complexos, mais alternativos, para uma paciente de 25 anos. No entanto, a partir da terceira década de vida, preciso ser mais assertiva a cada ano que passa.
- A Endometriose determina algumas alterações no endométrio (camada que reveste o útero, e onde ocorre o processo de gestação) e na qualidade do embrião que só poderão ser atenuadas com o uso da tecnologia disponível pela Medicina Reprodutiva.
Quer minha opinião? Sim, Vanessa, faça um tratamento para engravidar. Escolha desde já um bom especialista, ele saberá te conduzir até seu bebê. Os benefícios à sua saúde serão muito grandes!
Um abraço. Conte sempre com a nossa torcida!
Renata.
Posted on novembro 28, 2009 by webmaster
Uma parcela dos casais que enfrentam dificuldades para engravidar será amplamente investigada e nenhum fator determinante de Infertilidade será encontrado. Nesse caso, rotulamos essa dificuldade como Infertilidade sem causa aparente e procedemos ao Tratamento de Reprodução Assistida escolhido de acordo com características como fator idade, tempo de Infertilidade, grau de acometimento emocional, etc. Em geral, começamos com tratamentos menos complexos como coito programado, e vamos avançando com tratamentos mais elaborados conforme haja necessidade.
Com o avanço da tecnologia, houve uma melhora significativa na capacidade de elaboração diagnóstica da Infertilidade, o que tem feito com que essa categoria de pacientes diminua a cada ano, o que é positivo visto que o tratamento torna-se mais assertivo e o casal sente-se mais aliviado em conhecer o que tem dificultado a gestação.
Importante é, de fato, esgotar todas as possibilidades diagnósticas. Exames bem realizados, em laboratórios específicos, geralmente indicados pelo seu médico, são fundamentais.
Posted on novembro 26, 2009 by Renata
Vamos tentar explicá-la de maneira bem acessível. Trata-se de um distúrbio ovulatório, em que o excesso de alguns hormônios envolvidos no ciclo menstrual dificulta o processo de ovulação. A paciente costuma ter um longo intervalo entre uma menstruação e outra. Também pode ter (mas não obrigatoriamente) acne, aumento de pêlos em lugares incomuns para a mulher, queda de cabelo, etc. Frequentemente está associada à obesidade, por isso, muitas vezes, o emagrecimento torna-se por si, um tratamento. As pacientes que têm a Síndrome dos Ovários Policísticos ovularão em menor frequência. Por isso, poderão demorar para engravidar. Se a gestação não for o foco em questão, mesmo assim, é muito importante tratá-la, uma vez que esta síndrome aumenta as chances de que alguns distúrbios metabólicos surjam ao longo dos anos, como por exemplo o Diabetes Mellitus.
Se seu médico diagnosticou a Síndrome dos Ovários Policísticos, atenção para as dicas: mantenha-se saudavelmente em seu peso ideal, adquira bons hábitos alimentares, evitando ao máximo carboidratos refinados ( açúcar, farinha de trigo, massas, doces em geral). Pratique exercícios físicos regularmente. Estabeleça qual seu objetivo. Se for engravidar, procure um especialista em Medicina Reprodutiva. Ele saberá conduzir seu tratamento para que alcance seu objetivo, muitas vezes com medidas simples. Se a gestação não está em seus planos, seu ginecologista deverá prescrever-lhe uma pílula contraceptiva específica ao seu caso, que contém um tipo de progesterona que trará muitos benefícios a você. Trate sempre!
Um Grande abraço a todas.
Renata e Priscilla
Posted on novembro 23, 2009 by Renata
Porque seu médico quer ter a certeza de que vocês não têm Infertilidade Mista, isto é, que tanto você quanto seu marido apresentem alguma dificuldade para engravidar.
É cada vez mais comum que o casal procure um serviço de Reprodução Assistida com um diagnóstico básico já pré-estabelecido de Infertilidade de um dos parceiros, e que seja surpreendido, após investigação mais completa e aprofundada, com a notícia de que também o outro parceiro apresente alguma alteração em seu sistema reprodutivo.
Assim, torna-se extremamente importante a abordagem do casal em uma investigação minuciosa. É apenas a análise conjunta dos fatores determinantes de Infertilidade ou subfertilidade que irá capacitar o estereleuta a escolher o tratamento adequado ao casal. Um erro no processo de diagnose pode significar um gasto desnecessário com tratamentos para engravidar incorretamente indicados. É por isso que, por exemplo, um casal que não possa engravidar por uma causa absoluta de Infertilidade como vasectomia ou laqueadura, não exclui a necessidade de investigação do parceiro, que poderá estar acometido com algum outro fator limitante em até 15% dos casos.
Espero que eu tenha conseguido responder à sua dúvida.
Um grande abraço,
Renata
Posted on novembro 14, 2009 by Renata
Infertilidade Masculina
O homem pode diminuir sua performance reprodutiva, mas dificilmente torna-se estéril.
Por esterelidade, entende-se a incapacidade definitiva de produzir gametas, o que difere da infertilidade, que pode ser conceituada como uma dificuldade temporária, não absoluta, em gestar.
Entre as alterações que podem surgir com o avançar da idade masculina podemos citar:( A) os testículos tendem a torna-se ligeiramente menores e mais flácidos; (B) a morfologia e motilidade espermática também tendem a declinar; (C) a discreta baixa nos níveis de testosterona pode causar diminuição da libido; (D) pode haver dificuldade em atingir e manter as ereções. Embora os pontos levantados, entendemos que o fator etário preponderante na diminuição da capacidade masculina de gerar prole, esteja, sem duvida, na redução da freqüência coital, nitidamente relacionada com o envelhecimento. Os mesmos fatores ambientais citados anteriormente (estresse, alcoolismo, tabagismo etc) assim como também as D.S.T, são causas não-etárias importantíssimas na epidemiologia da Infertilidade Masculina.
Causas de Infertilidade Masculina
A qualidade seminal pode ser afetada por vários fatores determinantes de Infertilidade. Esses fatores podem originar alterações no número, na forma (morfologia) e na maneira de se locomover (mobilidade) dos espermatozóides. Muitas vezes há uma combinação de parâmetros afetados. Ainda que a fertilização espontânea requeira um espermatozóide por óvulo para formar o embrião, o conjunto de milhões de espermatozóides considerados normais é necessário para subir pelo corpo uterino, encontrar o óvulo na trompa, rodeá-lo e emitir substâncias que atuam na camada externa desse óvulo, provocando a permeabilidade do mesmo a um único e mais “forte” espermatozóide.
Dentre as possíveis causas mais comuns de infertilidade masculina, listamos as seguintes:
- Infecções do Trato Urinário Recorrentes.
- Doenças Sexualmente Transmissíveis.
- Varicocele. Hidrocele.
- Fatores genéticos hereditários ou adquiridos: por exemplo, microdeleções do cromossomo y.
- Fatores imunológicos.
- Exposição a agentes poluentes, como fumaças e gazes tóxicos.
- Exposição profissional a agentes químicos, como benzeno, éter, etc.
- Exposição profissional contínua a altas temperaturas e a muito baixas temperaturas.
- Tabagismo.
- Drogas.
- Etilismo.
- Alimentos enlatados. Má alimentação.
- Excesso de tempo dirigindo veículos.
- Estresse.
- Quimio ou radioterapia.
- Obstruções do trato genital masculino: cirúrgica (vasectomia), infecciosa.
- Torção testicular.
- Alterações hormonais, por problemas intrínsecos ao trato genital masculino, ou adquiridas como, por exemplo, excesso de exercícios físicos ou uso de anabolizantes.
Posted on novembro 6, 2009 by Renata
Essa questão envolve considerações importantes. A princípio, apenas há motivos para preocupações com Infertilidade se o casal tenta engravidar, sem sucesso, por mais de 1 ano e meio, com pelo menos duas relações sexuais semanais, em média. Estima-se que 80% dos casais em idade reprodutiva levará até 12 meses para engravidar, nessas condições. Portanto, não há motivos para alarmes antes desse prazo.
Porém, há algumas situações que se definem como um obstáculo à gestação logo de cara. É, por exemplo, o que ocorre com mulheres laqueadas ou homens vasectomizados, mulheres com transtornos menstruais importantes, que dificultem ou impeçam a ovulação, mulheres com idade avançada, etc. Nesses casos, não há sentido aguardar. Um especialista em Medicina Reprodutiva será, então, fundamental para ajudar o casal a engravidar, e o tratamento poderá variar entre uma simples orientação até algo mais complexo como uma Fertilização in vitro.
Observe que a Medicina Reprodutiva não necessariamente está vinculada a tratamentos. Isso é muito importante que se saiba. Oriento que qualquer casal que planeje uma gestação, busque aconselhamento com um especialista desta área. Essa medida pode minimizar riscos, prevenir doenças, reduzir ansiedades. Um especialista em Medicina Reprodutiva será capaz de traçar um perfil completo de sua capacidade de gestar. E além, planejará um calendário vacinal, receitará vitaminas que melhorarão sua “performance” reprodutiva e diminuirão riscos de malformações fetais, tratará eventuais alterações de seu estado de saúde (infecções, alterações hormonais, etc).
Portanto, lembre-se de que a Medicina Reprodutiva não é sinônimo de Infertilidade. Busque sempre um especialista! Ele saberá orientar, com exatidão e sem rodeios, o passo-a-passo para que você, no momento certo e após medidas preventivas ideais, alcance seu nobre objetivo de ter seu filho.
Um grande abraço!
Renata.
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